sexta-feira, novembro 04, 2005

O plantel curto e o futuro

L.Rodrigues

Vieram hoje a público declarações de José Couceiro em que afirma que o plantel que encontrou no Restelo é curto. Nada de novo para os adeptos azuis e uma realidade assumida pela SAD e anterior equipa técnica. Analisando o plantel, o treinador parece dar claros sinais de querer “ir às compras” em Janeiro de forma a ter mais soluções, e hoje é já aventado na imprensa que Nandinho, lateral-esquerdo Sadino, poderá estar nas cogitações do técnico.

Tal como tenho vindo a referir, parece-me que para essas compras haverá um natural obstáculo, chamado orçamento, uma vez que foi assumido no início da temporada que o orçamento para esta época estaria “esticado”. Portanto, deduzo que para haver entradas, tenham de haver saídas.

Um factor que me preocupa bastante, e não é de hoje, é a nítida falta de aposta nos nossos juniores. Será falta de confiança das equipas técnicas, ou real falta de capacidade dos nossos jogadores jovens? Por exemplo, não percebo como é possível termos no banco, ante o Rio Ave, Silas lesionado (e jogou) e não um júnior a 100%... se há internacionais, se é referido que há um trabalho interessante nas camadas jovens, então não deverão esses elementos, em caso de necessidade, ser chamados à equipa principal? As últimas experiências até têm sido bem sucedidas: Gonçalo Brandão nunca encantou, mas não destoou e Jorge Tavares, na única oportunidade de que dispôs, marcou um golo em 24 minutos em campo e fez mais que muitos numa época inteira. Não sendo uma solução para o plantel curto, pode ser um remédio com alguma pertinência.

De resto, o Belenenses tem neste momento 3 jogadores emprestados: Ceará, Eliseu e Jorge Tavares. Quanto ao primeiro, termina o seu período de empréstimo ao Criciúma em Dezembro, e parece-me ter lugar para voltar. Relativamente ao Eliseu e Jorge Tavares, não faço ideia se o seu empréstimo contempla a possibilidade de serem chamados de volta na reabertura de mercado, sendo que Eliseu talvez fosse um regresso importante, até porque este treinador parece pretender jogar com “alas”.

A partir daqui, resta-nos o mercado. E em Janeiro, ou vamos ao refugo, ou investimos. Ou então, temos um tiro de sorte.

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